As vezes me sinto um girassol murcho, e você é o sol.
Por mais que eu tente me virar pra você e enfrentá-lo, só o que posso fazer é ficar com o rosto voltado pro chão, deixando minhas pétalas rolarem pro mesmo.
Parece que as minhas forças não são suficientes. Parece que você não pode ver o quanto me esforço pra lhe mostrar que posso ser melhor que ela.
As vezes, me ignora tanto que chego a pensar que não estou aos pés dela, mais ai, me recomponho, guardo as lágrimas e corro atrás de cumprir seus caprichos.
Nunca havia pensado que um dia, o que aconteceu, fosse acontecer.
Deitada no seu peito, eu me deleitava com o sabor de seu tão esperado beijo.
Você diz não estar pronto.
Mia se não está agora, nunca vai estar.
Por que simplesmente não me deixa mostrar que eu posso te fazer tão, ou mais feliz do que ela te fez? Por que não me deixa amá-lo? Por que não deixa que eu te mostre o caminho da felicidade, aqui, ao meu lado? Por quê?
Por que se mostra tão fechado, quando sabe que tem alguém aqui fora que precisa tanto de você?
Me dê a mão, e deixe-me mostrar o caminho.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Chuva
Chovia como nunca havia chovido antes, em araras.
E eu estava lá, refugiada de minha própria casa, tomando chuva na rua principal, deixando que ele camuflasse as minhas lágrimas.
Agarrada ao casaco largo, com o capuz na cabeça, querendo proteger o cabelo, eu chorava meu choro sofrido. Foi então que vi.
Vi cinco ou seis garotos correndo, com os fichários sobre as cabeças, protegendo-se da chuva, ou apenas em uma tentativa de, e o ultimo deles... lá estava ele. Forma angelical de cabelos loiros, balançando sobre a chuva.
Acho que minha boca, num ato involuntário, se entreabriu.
E no meio segundo que me distraí, eles, os cinco ou seis garotos trombaram comigo, me fazendo derrubar a minha agenda.
Ele se aproximou sorrindo, abaixou-se rapidamente, antes que eu pudesse pensar em fazê-lo, pegou minha agenda, e me entregou carinhosamente, com aquele lindo sorriso nos lábios, e os olhos brilhando.
- Você deixou isso cair.
- Ah... - a sensação era incrível, sua voz máscula e macia estava mesmo direcionada pra mim.
- Não liga pra eles.
Eu olhei pra trás e os vi rindo.
- São mesmo uns idiotas.
- Então por que anda com eles?
-Até eu achar gente melhor pra andar. – me deu uma piscadela. – Ahn... Sua agenda?
- Ah, obrigada. – peguei a agenda.
Já correndo ele se virou:
-Ajeite o capuz, seu cabelo está molhado, e você vai pegar um resfriado!
Só então percebi que meu rosto estava completamente molhado, meu cabelo, destrído, e ainda sim ele viera falar comigo.
E eu estava lá, refugiada de minha própria casa, tomando chuva na rua principal, deixando que ele camuflasse as minhas lágrimas.
Agarrada ao casaco largo, com o capuz na cabeça, querendo proteger o cabelo, eu chorava meu choro sofrido. Foi então que vi.
Vi cinco ou seis garotos correndo, com os fichários sobre as cabeças, protegendo-se da chuva, ou apenas em uma tentativa de, e o ultimo deles... lá estava ele. Forma angelical de cabelos loiros, balançando sobre a chuva.
Acho que minha boca, num ato involuntário, se entreabriu.
E no meio segundo que me distraí, eles, os cinco ou seis garotos trombaram comigo, me fazendo derrubar a minha agenda.
Ele se aproximou sorrindo, abaixou-se rapidamente, antes que eu pudesse pensar em fazê-lo, pegou minha agenda, e me entregou carinhosamente, com aquele lindo sorriso nos lábios, e os olhos brilhando.
- Você deixou isso cair.
- Ah... - a sensação era incrível, sua voz máscula e macia estava mesmo direcionada pra mim.
- Não liga pra eles.
Eu olhei pra trás e os vi rindo.
- São mesmo uns idiotas.
- Então por que anda com eles?
-Até eu achar gente melhor pra andar. – me deu uma piscadela. – Ahn... Sua agenda?
- Ah, obrigada. – peguei a agenda.
Já correndo ele se virou:
-Ajeite o capuz, seu cabelo está molhado, e você vai pegar um resfriado!
Só então percebi que meu rosto estava completamente molhado, meu cabelo, destrído, e ainda sim ele viera falar comigo.
sábado, 2 de janeiro de 2010
ano novo.
E lá estava eu, aos prantos dentro do carro, com o som alto entorpecendo os meus pensamentos e os dos outros ao meu redor.
De repente, estouros.
Fogos de artifício no dia 1º de janeiro por volta das 21h.
Os cavalos da propriedade, correram assustados, e começaram a galopar em circulos no cercado que barra a liberdade deles. Como eram bonitos...
Lua especialmente. O brilho dos seus olhos, era incrivel. Seu olhar me passa uma idéia de liberdade, uma idéia de que tudo é possivel, uma ideia de juventude.
Ela roçava sua cabeça no meu rosto, cerrando os olhos. Acho que vou sentir falta de galopar livre pela propriedade no lombo de lua.
Já deixada a fazendo lá atras, via a estrada escura a minha frente se iluminando aos poucos pelos faróis de carro.
Subindo a ladeira, eu via as sombras darem espaço a luz causando a irritante sensação de esperança. Eu odeio essa sensação.
De repente, estouros.
Fogos de artifício no dia 1º de janeiro por volta das 21h.
Os cavalos da propriedade, correram assustados, e começaram a galopar em circulos no cercado que barra a liberdade deles. Como eram bonitos...
Lua especialmente. O brilho dos seus olhos, era incrivel. Seu olhar me passa uma idéia de liberdade, uma idéia de que tudo é possivel, uma ideia de juventude.
Ela roçava sua cabeça no meu rosto, cerrando os olhos. Acho que vou sentir falta de galopar livre pela propriedade no lombo de lua.
Já deixada a fazendo lá atras, via a estrada escura a minha frente se iluminando aos poucos pelos faróis de carro.
Subindo a ladeira, eu via as sombras darem espaço a luz causando a irritante sensação de esperança. Eu odeio essa sensação.
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