terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fracasso

Já se sentiu deslocado?
Olho as pessoas a minha volta e as vejo acertando quase que sem esforço; olho pra mim e me vejo quebrada, destruída, fazendo algo muito alem do possível e ainda sim fracassando.
Quem sabe nada disso é pra mim... me ponho a pensar as vezes e acabo concluindo que Ele só me deu essa oportunidade pra fazer com que eu parasse de tentar, parasse de insistir em uma coisa que não é verdadeira, pra me provar que não da pra ser algo que você ao é, mesmo lutando muito.
Muito mesmo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

As cores das minhas unhas.

A freqüência com que troco de esmalte prova o quanto o tempo passa rápido, despercebido por entre os meus dedos. Cega de felicidade eu ignorei uma situação que não podia ser ignorada, quase tão grande quanto a minha alegria; e assim, rápida de simples ela se foi.
Isso tudo, apesar dos apesares, soa engraçado.
É ridícula a maneira com que me desligo facilmente do mundo, com toda a minha felicidade egoísta. Todo aquele encantamento, e toda aquela beleza me deixaram cega; cegada pelo meu próprio ego. Tão cega que não pude ver o término de algo tão bonito, tão mágico. A perda de uma pessoa que significava muito mais do que muitas outras.
E magicamente, como se fosse a coisa mais normal do mundo: substituída. Colocaram outra em seu lugar, tão imperfeita e tão maravilhosa quanto a anterior, e isso me dá náuseas.
Tenho tanto medo. Tanto medo de gostar dela. Tanto medo de me apegar, e me acostumar com a sua presença agradável e irritante. Não agüentaria mais uma perda tão forte, intensa quanto essa.
Tudo isso me dá vontade de voltar atrás, de deixar tudo, partir praquele mundinho tosco, apagado na sociedade, onde todos pensam que são ricos, e glamourosos, onde viverei de luxos desnecessários, e um punhado de alegrias momentâneas, aquele lugarzinho onde alguns me forçam a chamar de casa.

sábado, 24 de julho de 2010

E finalmente esse dia chegou, ao Cleber, ao Ronan, à Milena e ao Setti.

Pois é. Finalmente.
Serão só dois dias. Só dois dias ao lado daqueles que eu gostaria de passar o resto da minha vida... serão poucos, porém significativos dias que eu farei o possível pra duraram o máximo.
Cleber, Milena, Ronan, Setti. Acho que nunca senti tanta saudade, quanto sinto de vocês...
Saudades existe, é a maneira da alma dizer pra onde ela quer voltar...
Tem gente que diz que saudades só vem depois que a esperança acaba. Discordo.
Tenho tantas esperanças, tantas ambições, e mesmo assim ainda sinto saudades. Pois é. Minha maior ambição é que o tempo passe rápido, e que eu possa ver todos voces sempre, isso é o que eu mais quero agora.
Só faltam algumas horas para que eu possa ver voces novamente, e meu coração esta saindo pela boca.
Que seja eterno enquanto dure.

domingo, 11 de julho de 2010

Attente

Poder sentir o seu sabor e o tão esperado toque das suas mãos em torno da minha cintura era tudo o que eu queria.
Toda espera um dia chega ao final, e a minha finalmente chegou.
Sua voz direcionada a mim. Seu cheiro impregnado em cada centímetro da minha pele. Seu sabor guardado pra sempre no meu paladar, da forma como nenhum outro ficou.
E hoje tenho a certeza de que amanhã estará aqui, de que seu olhar virá de encontro ao meu, que sou eu, e nenhuma outra a nossa volta.
Amar-te-ei como nenhuma outra te amou. Pura e simplesmente como a lei do último manda: mais que tudo e mais que todos.
Com cuidado me guiou por beijos longos, calmos, delicados, assim como a maneira com que percorreu cada centímetro do meu corpo, com suas mãos leves e ousadas.
Tímido, tomava o controle da situação facilmente, assim como tomou controle dos meus sentimentos logo na primeira vez em que me envolveu no seu abraço amigo. Sempre foi, e sempre será o meu melhor.

“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

(Soneto de fidelidade – Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Fom - a almofada

Abracei a minha almofada rosa e senti as minhas narinas se encherem com o aroma do passado.
O cheiro de minhas lágrimas, do meu suor, as manchas de delineador e sombras causadas por mil e uma noites choradas depois de voltar pra casa durante a madrugada.
Ela sabe os meus segredos, sabe o meu passado, sabe os meus motivos, mais do que qualquer um no mundo.
Sua consistência macia e dura, suave e cortante, assim como a minha bipolaridade, assim como as suas decisões.
Com a cabeça apoiada nela relembro os melhores e os piores momentos da minha vida, e sonho um sonho pintado com sangue e lágrimas. Meu sangue, minhas lágrimas.
É o beijo do antes.

Olhares

No silencio do corredor te olho encabulada e em segredo.
Te ter é o que ocupa a minha mente nos cinco dias da semana. É como se seus olhos me chamassem, e o mel da tua boca me convidasse a entrar. Seus cabelos negros e finos, cada fio deles, se bagunçam com a brisa da manhã. Seus lábios suaves e rosados emitem a risada mais gostosa do mundo, que me faz ter inveja dos teus amigos, que podem a ouvir quando quiserem.

[...]1,2,3,4, tell me that you Love me more[...] ecoa nos meus ouvidos como se fosse a musica de fundo de toda a minha vida.

As vezes eu acho que você me encara. Me olha fundo nos olhos, e o
observa tudo o que se passa na minha mente puramente apaixonada, que se deixa ser tão clara quando estou perto de você. Mas nunca seis se é com desaprovação, com interesse...e isso me sufoca.
Tão lindo, tão homem, tão simples, como todos os outros, aquele tipo de garoto que nenhuma garota nota, só eu. E se olha não é com o mesmo carinho e a mesma ternura com a qual eu te olho.
Sonho em enroscar meus dedos por entre os fios do seu cabelo, e massagear a sua cabeça.
Um dia vai me notar, eu sei que vai.
E enquanto isso, te esperarei aqui, no silêncio do corredor, ou vindo as minhas musicas e te olhando, encabulada e em segredo.

Masquerade

[…]Paper faces on parade . . . Masquerade! Hide your face, so the world will never find you![…]

É assim que eu convivo com você. Escondendo meus sentimentos para que você se sinta bem.
Nunca triste sempre neutra.
Nunca irritada sempre neutra.
Nunca choro, sempre neutra.
Nunca feliz , sempre neutra.
Sempre com você, só você.
Sempre pra você, só você.
Sempre em você, só você.
Injustiça.
Dei muito para receber muito. Muito pouco.
Deu pouco para receber muito.
Esperou que me entregasse pra você, e depois, simplesmente me abandonou.
É tudo pelo que eu passei, por você, pra você, e sempre neutra.
As vezes eu preciso chorar, mas você não entende. Então eu guardo o meu choro, e choro em casa, sozinha na segurança de minha almofada rosa, ouvindo as minhas musicas tristes importadas do outro lado do mundo.
Iludida em querer alguém errado, alguém que não é pra ser meu, alguém que acha que simplesmente me conquistar e logo em seguida me abandonar.

[...] é dor, que desatina sem doer[...]

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Arriscando(22/03/10)

Todos. TODOS.
T-O-D-O-S, estam me dizendo a mesma coisa. Todos estão me dizendo que é perigoso, que eu não devia, e mesmo assim e vou.
Vou levando a minha vida, me dando a voce, e voce não percebe. E ainda assim eu vou. E ainda assim eu te amo.
E queimo.
Queimo de paixão. Queimo de amor. Queimo de desejo. Queimo de ciímes.
Queimo.
Queimo em seus braços, abraços e amassos.
Queimo em seus lábios, seu beijos, mordidas.
Queimo em suas mãos, suas carícias, e na forma em que me guia até voce.
Me disseram que não é amor. Me disseram que é paixão, que vai arder e quaimar até virar cinza.
Disseram que voce não me merece, mas mesmo assim eu vou.

Erros e acertos, acertos e erros

Entregue.
E la eastava eu, mais uma vez, entregue a voce, me humilhando só pra ter um abraço, um carinho, um pouco de atemção. ERRO.
Sempre ao seu lado, aceitando cumprir todos os seus caprichos, apenas para receber em troca um tanto de amor que nunca vinha. ERRO.
Desesperada e sedenta por seu carinho, me abriguei no amor amigo de outro. ACERTO.
Te tratei como voce me tratava, fingindo não dar a mínima, apesar de sofrer e chorar em silêncio todoas as noites. ACERTO.

Sentir a sua cabeça encostar no meu ombro foi como um êxtase pra mim. A primeira vez em que não era eu quem pedia carinho.
Realmente, as pessoas só dão valor a uma coisa quando a perdem.
O fato é que errei muito com voce (não que eu tenha feito algo de errado pra voce, mais comigo mesma).
Me entreguei de corpo e alma. Me privei de muito para a sua resposta ser pouca. Desisti de amigos e de homens que dariam tudo para estar no seu lugar. Deixei de lado muito para receber quase nada.
E ainda assim, corri atrás de voce, ao som da nossa música me entreguei e abri meus baços pra ti.
E parecia tão fácil gostar de voce, pior aora te querer e não poder.
E então ele veio. Bonito, simpático e carinhoso. E eu o ignorei.
Bonito, simpático, carinhoso e insistente. E eu fui.
Domada pelo seu carinho, me apeguei facilmente. Me ouvia, me abraçava, e me guiava. Encontrei nele, o que tanto procurei em voce. E voce se foi.
Niguém sabe muito bem porque, nem voce, mas se foi.
Goi em bora e me deixou com ele.
Me deixou lá, chorando no ombro dele, e nem se comoveu. E sem vcoe, perdi a luz que me mostrava direção, perdi meu rumo.
E então ele se foi. Devolta pra cidade de origem, me deixou aqui sozinha, já que nem a voce eu tinha.
Sem jeito, tetei falar com voce. Inquieta ouvia suas palavras e nem as absorvia. Estava desesperada por uma explicação.
E então, aconteceu. O auge do meu feriado.
Sentados lado a lado na van, voltando pra casa, sua cabeça pousou sobre mim, e voce adormeceu no aconchego do meu peito.
Te embalei e ninei nos meus braços até araras, ao som de nossas musicas preferidas.
Então, era chegada a hora de esclarcer as coisas. Frio na barriga e medo invadiam o meu ser, avassaladoramente, cortando cada centímetro do meu coração. E novamente voce não deu a minima. Como se tuddo isso fosse a coisa mais banal do mundo, voce me disse simplesmente para esquecer.
E então, voltamos a nosa falar, coo sempre como se nada tovesse acontecido.
E vamos levando. . .
Vou seguindo a minha vida me entregando sempre a voce, cometendo erros e acertos, acertos e eros.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Your Voice(03/03/10)

Sua voz chama pelo meu nome. . . fico me perguntando se é realmente voce, perambulando pelos corredores, ou se é apenas voce perambulando pela minha imaginação.
Sua voz doce chama por mim, e pede que eu te abrace. Está frio, e estamos sem jaqueta.
Sua voz macia acaricía os meus ouvidos me deixando arrepiada com suas palavras ousadas e galanteadoras.
A cada dia que passa é como se eu te amasse mais.
E hoje, debaixo do cobertor te espero, carinhosa e ousada como sempre fui.
Te fazer feliz é a unica coisa que eu quero, é a unica coisa que importa. Te quero pra mim sempre, acariciando a minha cintura como gosta de fazer.
Sua voz doce entra na minha mente e me seduz. As banalidades que voce diz, o jeito como as fala, as torna sensatas.
Estranho sentir isso, justo por voce.
Tão certo, e ao mesmo tempo tão errado.
Tão perto, e ao mesmo tempo tão distante.
Tão gélido, e ao mesmo tempo tão caloroso.
Suas palavras ousadas cobiçam pela minha atenção, e eu sem sucesso, tento afastá-las d emim. Como é difícil te ignorar . . . Como é dificil fingir que não escuto sua voz tão linda, grossa, sedoza.
Todas as vozes agora se parecem com a sua . . .
Tento te esquecer, mais é impossivel.
Your voice, was the sundrack of my summer. . .

Ele(03/03/10)

Aquele evento está chegando, e eu só consigo pensar em uma coisa: ele.
Fico me imaginando a caminho do lugar, deitada no seu ombro, sonolenta, trocando beijos e carícias.
As vezes eu tenho medo de cair nas brincadeiras involuntárias de um adolescente mimado, mas tenho uma esperança de que ao lado dele estarei segura.
Não é o cara certo, não é um cara bom, mais sei que gosta de mim, e não me negaria um abraço, um beijo.
Mesmo que antes eu não gostasse, ele me ensinou a gostar dele. Me sinto protegida, me sinto amada, me sinto especial.
Foram só dois.
Dois longos, apaixonados, e esperados beijos.
Queria mais.
Mais calor, mais ardência, mais paixão em nosso amor.
Naquele espaço pequeno, pequeno e azul, no meio de uma apresentação de dança, seu piercieng brincava com a minha lingua e estalava a cada vez que batia em um dente. Suas mãos passeavam pelas minhas costas, me arrepiando.
Estava tão bonito . . .
E eu com figurino, vestida de criança, de maria-chiquinha com as bochechas rosadas, que a cada vez que meus olhos fitavam os seus, se rosavam mais ainda.
Tudo que é bom dura pouco, não é ? Assim diz o ditado...
Mas tão pouco assim? Uma única noite? E com tanta gente olhando . . .
Queria voltar no tempo e te levar pra longe, pra onde ninguém nos veria, e poderiamos nos amar ardentemente como voce tanto queria, onde eu mostraria que sou bem mais madura e ousada do que mostrei antes.
Aquele evento está chegando e eu só consigo pensar em uma coisa: Ele.
Tão perto e ao mesmo tempo tão distante. . .
1 mês que aconteceu, e 1 mês pra acontecer novamente. Por que ele me obriga a esperar tanto? Quero tê-lo aqui e agora, ao meu lado, pra me livrar do frio da sala de aula.
Maduro, bonito, experiente, tudo o que pedi a Deus.
Espero que não me faça sofrer. . .

Uma Nova viagem (29/01/10)

Cansada de esperar seu abraço, desabei; Deixar tudo isso pra trás é o que mais anseio.
A certeza de que agora não tem mais volta vem exatamente as 15h04min. O motor do onibus liga e tudo extremece, até o meu coração. Acho que se voce estivesse comigo tudo seria mais fácil.
Deixei a nossa cidade, onde tudo começou, e a rodoviária agora ja esta bem longe.
Na estrada vejo minha casa e lembro-me de que as coisas começaram ali. Ume beijo roubado, no sofá da minha sala, suas mãos quentes na minha cintura, acabando com o frio do meu coração. Tudo havia mudado.
Olho pela janela e vejo as árvores passando pra trás. Agora não estou mais em casa, não estou mais segura, já nem sei o que pode acontecer, só sei que vou chegar na casa de minha mãe e abracá-la, pois sei que ELA não vai me negar um abraço.
Sentada no onibus fecho os olhos, e rio ao som de "The Veronicas - Untouched".
Finalmente fiz o que tanto queria.
Sai sem avisar, deixei tudo e cheguei de surpresa.
Agora me sinto em casa. . .

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Importância. . .

O que eu sou pra você?
As vezes eu penso que você é um adolescente mimado, e eu um ursinho de pelúcia velho, que você teve desde sempre.
Você cresce, amadurece, conhece o mundo e faz outros amigos que não são o ursinho velho.
Acaba indo embora, depois de cuidar, abraçar, e contar todos os seus segredos pro brinquedo, e o deixa lá, debaixo da cama, um lugar que você não pode ver que é pra você esquecer, e não bater a culpa.
Você acaba perdendo tudo o que criou, e volta pra casa chorando, e batendo portas. Se joga na cama, abraça o seu travesseiro, e lembra que um dia teve um urso, a quem contou tudo, e sabe que aquele brinquedo vai poder te ouvir.
Você olha debaixo da cama, e vê que eu estou lá, do mesmo jeito que estava, quando você me atirou lá, coberta de poeira.
Voce me pega pela mão, tira o pó, e me abraça forte, se escondendo no meu pequeno corpo, como se eu fosse algo maior, que possa te abraçar. E alguns dias depois, lá estava eu novamente, jogada debaixo da cama, trocada por uma garota.

O que eu realmente significo pra você? Um brinquedo? Um objeto de carência? Uma fuga, pra não se sentir sozinho? Apenas o ursinho velho?
E como se não bastasse me encher de falsas esperanças, me fazer acreditar que sou algo mais do que um brinquedo, você me botou de lado, e me jogou debaixo da cama, e correu aos braços de uma garota, não por uma garota qualquer, mais por aquela que vi crescer, sangue do meu sangue, prima, prima e amiga.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Nosso Recanto

17/12
Como é bom pode olhar pro mar de novo. O brilho do sol bate na água e forma pequenas estrelinhas.
O cheiro de serra, a pressão das montanhas, a sensação do vale, tudo é novo pra mim. Venho trazendo na mochila a esperança e a dor, e acabo deixando tudo no ônibus.
Agora chegou a hora, descer do ônibus e faze amigos de cinco dias. Sentir o cheiro das montanhas ao acordar e galopar.

Experience Beats acaba de terminar. Nunca havia voltado de uma festa com a maquiagem inteira e nenhuma gota de suor derramada, só de lágrimas.
Ela é estúpida ao ponto de não perceber o quão odiada é, e que não é, nem um pouco bem vinda aqui.

18/12
Nunca havia me sentindo tão livre. O vento batendo nos meus cabelos enquanto galopo no lombo de castelinho, em alta velocidade.
O som do casco batendo no chão, me hipnotiza e me ensurdece de todos os outros sons, a não ser do vento brincando com as folhas das arvores e do casco dos outros cavalos.

A festa a fantasia acaba de terminar, e Mário Bross assume a derrota. GAM OVER.
Fim de mais uma festa, e eu estou aqui de mãos dadas com um cara que nem o nome eu lembro, numa louca e nem um pouco eficiente de tirar você da minha cabeça por alguns instantes. Pensando em você nos braços de outro.
Arrependida, deito a cabeça sobre o travesseiro, e durmo ao som de nossa música.

19/12
A noite acabou e a manhã acaba de começar...
“Bom dia, bom dia!” sussurra uma voz no alto falante.
Abro a porta e a vista do Village me conforta. A brisa fria da manhã entra pelas mangas do meu casaco e acaricia o meu corpo, e me faz lembrar de você, quando passava gentilmente os lábios nos meus braços e me arrepio.
Uma das coisas que me conforta é saber que ao sair do café da manhã, vai estar lá, castelinho, o cavalo mais veloz do lugar, me esperando no estábulo pra me levar pra galopar mata a dentro no seu lombo.

Tudo está acabando, é hora de despedidas. Abraçada a João Felipe, Lívia chora. Carol, um pouco mais longe, chora um choro desesperado. Larissa, deitada no colo de uma amiga, derrama um oceano, olhando pra mim. E eu, com minhas lágrimas silenciosas, rezo para que você esteja aí, quando eu voltar, enquanto vejo seu nome se formar no fogo que sobe alto, fazendo som de estalos.
Subo a rampa do Village derramando rios e rios de lágrimas, e secando o rosto com a manga da jaqueta. Amanhã é dia de partir.

Voltarei pra cidade de origem, cheia de esperança e dessa vez medo, e vou te esperar, como sempre faço.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Girasóis

As vezes me sinto um girassol murcho, e você é o sol.
Por mais que eu tente me virar pra você e enfrentá-lo, só o que posso fazer é ficar com o rosto voltado pro chão, deixando minhas pétalas rolarem pro mesmo.
Parece que as minhas forças não são suficientes. Parece que você não pode ver o quanto me esforço pra lhe mostrar que posso ser melhor que ela.
As vezes, me ignora tanto que chego a pensar que não estou aos pés dela, mais ai, me recomponho, guardo as lágrimas e corro atrás de cumprir seus caprichos.
Nunca havia pensado que um dia, o que aconteceu, fosse acontecer.
Deitada no seu peito, eu me deleitava com o sabor de seu tão esperado beijo.
Você diz não estar pronto.
Mia se não está agora, nunca vai estar.
Por que simplesmente não me deixa mostrar que eu posso te fazer tão, ou mais feliz do que ela te fez? Por que não me deixa amá-lo? Por que não deixa que eu te mostre o caminho da felicidade, aqui, ao meu lado? Por quê?
Por que se mostra tão fechado, quando sabe que tem alguém aqui fora que precisa tanto de você?

Me dê a mão, e deixe-me mostrar o caminho.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Chuva

Chovia como nunca havia chovido antes, em araras.
E eu estava lá, refugiada de minha própria casa, tomando chuva na rua principal, deixando que ele camuflasse as minhas lágrimas.
Agarrada ao casaco largo, com o capuz na cabeça, querendo proteger o cabelo, eu chorava meu choro sofrido. Foi então que vi.
Vi cinco ou seis garotos correndo, com os fichários sobre as cabeças, protegendo-se da chuva, ou apenas em uma tentativa de, e o ultimo deles... lá estava ele. Forma angelical de cabelos loiros, balançando sobre a chuva.
Acho que minha boca, num ato involuntário, se entreabriu.
E no meio segundo que me distraí, eles, os cinco ou seis garotos trombaram comigo, me fazendo derrubar a minha agenda.
Ele se aproximou sorrindo, abaixou-se rapidamente, antes que eu pudesse pensar em fazê-lo, pegou minha agenda, e me entregou carinhosamente, com aquele lindo sorriso nos lábios, e os olhos brilhando.
- Você deixou isso cair.
- Ah... - a sensação era incrível, sua voz máscula e macia estava mesmo direcionada pra mim.
- Não liga pra eles.
Eu olhei pra trás e os vi rindo.
- São mesmo uns idiotas.
- Então por que anda com eles?
-Até eu achar gente melhor pra andar. – me deu uma piscadela. – Ahn... Sua agenda?
- Ah, obrigada. – peguei a agenda.
Já correndo ele se virou:
-Ajeite o capuz, seu cabelo está molhado, e você vai pegar um resfriado!

Só então percebi que meu rosto estava completamente molhado, meu cabelo, destrído, e ainda sim ele viera falar comigo.

sábado, 2 de janeiro de 2010

ano novo.

E lá estava eu, aos prantos dentro do carro, com o som alto entorpecendo os meus pensamentos e os dos outros ao meu redor.
De repente, estouros.
Fogos de artifício no dia 1º de janeiro por volta das 21h.
Os cavalos da propriedade, correram assustados, e começaram a galopar em circulos no cercado que barra a liberdade deles. Como eram bonitos...
Lua especialmente. O brilho dos seus olhos, era incrivel. Seu olhar me passa uma idéia de liberdade, uma idéia de que tudo é possivel, uma ideia de juventude.
Ela roçava sua cabeça no meu rosto, cerrando os olhos. Acho que vou sentir falta de galopar livre pela propriedade no lombo de lua.

Já deixada a fazendo lá atras, via a estrada escura a minha frente se iluminando aos poucos pelos faróis de carro.
Subindo a ladeira, eu via as sombras darem espaço a luz causando a irritante sensação de esperança. Eu odeio essa sensação.