Aquele evento está chegando, e eu só consigo pensar em uma coisa: ele.
Fico me imaginando a caminho do lugar, deitada no seu ombro, sonolenta, trocando beijos e carícias.
As vezes eu tenho medo de cair nas brincadeiras involuntárias de um adolescente mimado, mas tenho uma esperança de que ao lado dele estarei segura.
Não é o cara certo, não é um cara bom, mais sei que gosta de mim, e não me negaria um abraço, um beijo.
Mesmo que antes eu não gostasse, ele me ensinou a gostar dele. Me sinto protegida, me sinto amada, me sinto especial.
Foram só dois.
Dois longos, apaixonados, e esperados beijos.
Queria mais.
Mais calor, mais ardência, mais paixão em nosso amor.
Naquele espaço pequeno, pequeno e azul, no meio de uma apresentação de dança, seu piercieng brincava com a minha lingua e estalava a cada vez que batia em um dente. Suas mãos passeavam pelas minhas costas, me arrepiando.
Estava tão bonito . . .
E eu com figurino, vestida de criança, de maria-chiquinha com as bochechas rosadas, que a cada vez que meus olhos fitavam os seus, se rosavam mais ainda.
Tudo que é bom dura pouco, não é ? Assim diz o ditado...
Mas tão pouco assim? Uma única noite? E com tanta gente olhando . . .
Queria voltar no tempo e te levar pra longe, pra onde ninguém nos veria, e poderiamos nos amar ardentemente como voce tanto queria, onde eu mostraria que sou bem mais madura e ousada do que mostrei antes.
Aquele evento está chegando e eu só consigo pensar em uma coisa: Ele.
Tão perto e ao mesmo tempo tão distante. . .
1 mês que aconteceu, e 1 mês pra acontecer novamente. Por que ele me obriga a esperar tanto? Quero tê-lo aqui e agora, ao meu lado, pra me livrar do frio da sala de aula.
Maduro, bonito, experiente, tudo o que pedi a Deus.
Espero que não me faça sofrer. . .
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