Eu acho que as minhas lágrimas dão força para o sorriso de algumas pessoas.
“São só ímãs, não tem nada de mais...”
Ele disse:
- Eu gosto de ímãs...
E olhando nos seus olhos eu respondia, sem mover os lábios:
- Eu gostava tanto de ser sua amiga....
Eu sinto falta. Muita falta.
Falta de quando trocávamos “Eu te amo” nos intervalos entre cada aula... Falta de quando íamos pra todos os lugares juntos, de quando éramos inseparáveis. Falta de quando eu ia na sua casa, nas datas festivas, pra assistir toda a saga de “Saw (Jogos Mortais)”.
Sim, eu sinto falta.
Sinto-me só...
Por mais que nós dois estejamos próximos... Estamos aqui, frente a frente, nenhum centímetro de diferença... Eu ainda me sinto só.
Ele disse:
- Estou fazendo de tudo pra não encostar a garrinha.
E com os lábios silenciados e a cabeça baixa eu respondia.
- Estava fazendo de tudo pra não te perder.
As vezes eu paro pra pensar: O que fiz pra merecer isso?
Perdi um amigo... chorei por isso, na frente dele... e ele nem sabe a dor que me causou... mal se moveu da cadeira.
Agora, tenho medo de perder todos. Todos que penso ter.
E mesmo que eu não tenha... eu os amo.
Boba... Como sou boba...
Boba em acreditar que tudo era pra sempre...
Parece que ninguém mais se importa para o que eu estou sentindo... E quem se importa, não é quem ‘importa’ pra mim.
Dentro dessa droga de sala de aula, eu me acabo de chorar, e ele ri. Ri, como se nada tivesse acontecido.
Quem dera...
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